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Saia do piloto automático

Nós temos a tendência a nos acomodar e entrar no automático. É algo inerente ao ser humano.  Como uma lei interna em prol do menor esforço. Ainda mais com rotinas tão puxadas: trabalho, casa, estudos, filhos. Rotina agravada pelo trânsito cada vez mais complicado, alimentação nem sempre dentro do ideal, poucas horas de sono e a lista segue. Longa.

Mas o incômodo fica…E cutuca. Como um espinho no dedo.

E com tanta coisa para lidar, tende a ser comum acabarmos entrando em modo “automático” e a fazer tudo do mesmo jeito todo dia. Dia após dia. E preciso pensar para me vestir. E ainda preciso pensar em como vou capacitar meus funcionários? Ainda vou precisar pensar em mil e uma questões da rotina administrativa da empresa? E a nutri que fala que eu preciso variar o cardápio! Variar de que jeito se mal tenho tempo pra comer? Ah, meu Deus… E sem falar da decoração da reforma da casa, a festa de aniversário, a viagem de férias, o que vou servir no almoço de domingo aos convidados, e um sem fim de pensamentos e questionamentos.

Tudo sempre igual

E quando menos esperamos, estamos nós, todo santo dia com a mesma roupa, a mesma cara e com desafios que vão se acumulando e, na ânsia de dar conta de tudo, acabamos ou não fazendo nada ou até fazendo, mas a um custo emocional que mata todo o tesão pela vida.

Quem já se viu em situação semelhante sabe quanto tudo isso pesa.

E eu falo tudo isso por qual razão? Uma única necessidade: Largar o orgulho de lado e a ideia de super poderes. Saber que não somos obrigados a saber e dar cabo de tudo, que não estamos sós. Que pedir ajuda a quem sabe não é fraqueza. Pelo contrário: é força, coragem e consciência da nossa condição humana, de quem está mais disposto a aprender e verdadeiramente crescer, do que padecer em sofrimento, ansiedade, depressão, culpa, raiva e frustração.

E é aí que entra o trabalho de  um profissional especializado, a força externa que vai te dar um empurrãozinho para que você possa sair do modo automático e acelerar na vida.

Ah, mas e a vergonha de recorrer a um consultor? O que ele vai pensar?

No papel de cliente eu também já tive esse temor. E vivi situações que me fizeram temer.E já me desapontei com escolhas feitas. E aprendi com elas.  E entendi que existem profissionais e profissionais. Daí a importância de conhecer a pessoa, entender o seu trabalho antes de confiar as demandas a esse profissional. Algo tão ou mais importante quanto o preço que é cobrado.

Talvez você já saiba. Mas falarei novamente a quem está lendo meu texto pela primeira vez. E falarei por mim, como eu sou e como eu vejo: Eu também presto consultoria e juntamente com o trabalho com o coaching e a mentoria que faço, não tenho o direito de interferir na vida da pessoa e dizer o que é certo ou errado. Não sou Deus.  A decisão é e sempre será do meu cliente.  Assim como é e sempre será minha quando eu estiver na posição de cliente.

Não apenas a decisão, como o trabalho duro: Seja na mudança de atitudes, seja na execução de uma tarefa externa. Não é papel do consultor. Deixo isso bem claro desde o primeiro contato. E mesmo assim já aconteceu de o cliente reclamar que eu não fui na empresa colocar a mão na massa. Pode soar meio duro dizer isso sim. Mas é a verdade. E a verdade é, pra mim, um dos valores mais importantes. Ninguém muda a vida de ninguém.

Modo de usar: Para que serve um consultor ou um coach ou um mentor, etc se não é pra fazer por mim?

Eu tenho consultores de diversas áreas. Também tenho um mentor financeiro e uma coach. E uma psicóloga. Cada um, especialista em sua área. São pessoas que me ajudam não só com meu trabalho e muitas questões da minha vida, mas também a me tirar da zona de conforto. São pessoas que compartilham conhecimento através de uma visão de mundo diferente, me instigam, me provocam, e que trazem diferentes formas de olhar para o “problema” que eu lhes apresento.  E juntos, trocamos ideias, expandimos nossas consciência (afinal é uma troca), aprendemos, ensinamos. E chegamos a soluções lapidadas em conjunto. É para isso que esse profissional “serve”.

Para ficar bem claro: Executar algum trabalho numa residência ou empresa, talvez o consultor esteja disponível. Mas geralmente esse “serviço” não está incluso no pacote. Já para a mudança de um hábito ou comportamento, ou seja, de questões internas do ser humano, esse serviço jamais estará incluso. São dadas as ferramentas, o estímulo. Mas a decisão pela mudança, pela transformação é e será somente da pessoa.

Saber contar com a assessoria/consultoria especializada em determinado assunto não é gasto: é investimento, aprendizado, crescimento, economia de tempo e no passar da régua, também de dinheiro.

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